02
JUL

DE MÃE PARA MÃE: SOBRE AMAMENTAR...


Quando você descobre uma gravidez, um dos maiores mitos que se transforma em medo é a amamentação. A nossa cultura, os nossos costumes, acabam criando uma cobrança além do normal sobre esse ato. Existem mulheres que possuem muita facilidade em amamentar. Dia desses, assistia ao jornal, e passava uma reportagem sobre uma mulher que doava cerca de 30l , por semana, de leite materno. É muita coisa!! Por outro lado, existem outras, que possuem MUITA dificuldade, seja porque o bebê não consegue fazer a sucção correta, a mãe tem o bico do seio invertido, ou, até mesmo, não produz a quantidade suficiente para saciá-lo. Fora isso, ainda tem os casos de extrema dor, quando o bebê fere todo o bico da mãe,a ponto de sangrar... Mas, isso faz parte, né?! Acredito que todas as mamães saibam dos benefícios da amamentação, seja para imunidade, desenvolvimento, o contato mãe-filho... Mas, nem sempre isso é possível, e, acho injusto quando outras mães cobram daquelas que não conseguem, fazem disso um verdadeiro pecado. Já vi em muitos instagrans, blogs e relatos por aí... Na minha primeira gestação, tive MUITO leite nos primeiros meses. Minha unica estratégia para a produção não diminuir, era tomar suco de caju. Tomava litros por dia... Amamentei Sophia exclusivamente no peito até os 4 meses. Quando, a quantidade passou a ser insuficiente, e, entramos na fórmula. Sophia é uma criança saudável por demais. Se foi pelo leite materno? Acredito que grande parcela sim. Mesmo na época de bebê, ela não adoecia. Graças a Deus não tive preocupação com isso. Mas, existem bebês, que mesmo sem o leite materno, também são fortes e saudáveis... Isso é bastante relativo. As pessoas dizem que uma gravidez é diferente da outra, e eu não entendia o por quê. Mas, hoje eu posso dizer que isso é a mais pura verdade. Desde o pré-natal, até depois do nascimento.. Quando Bernardo nasceu, tudo aconteceu como a gravidez de Ana Sophia. No segundo dia, meus seios estavam cheios de leite, chegaram até a empedrar, já que desde que nasceu, ele foi para UTI e não tive a chance de amamentá-lo. Para não perder o leite, tirava em casa todos os dias. Conseguia tirar de 80ml a 100 ml, e fui estocando no congelador. Mas, os dias foram passando... 5, 10, e nada do Bernardo poder se alimentar. Estava exclusivamente a base de soro. As intercorrências e todo o sofrimento do período foram mais do que suficientes para fazer minha produção de leite diminuir, diminuir, diminuir... Quando ele foi liberado para a amamentação, eu só conseguia tirar dos dois seios 20ml de leite, enquanto que ele precisava de 60ml. No hospital, fazíamos complementação com o banco de leite materno, mas, quando chegamos em casa, tivemos que ir para a fórmula. Fiz de TUDO! Receitaram-me Motilium e Tintura de Algodoeiro. Além disso, tomava litros de suco de cajú, muita água (cerca de 2l por dia), e, cheguei a comer uma barra de rapadura sozinha. Eu já estava relaxada, e esperava que o leite voltasse a descer...Ainda consegui colocar o Bernardo em meus seios por poucos dias, mas, logo ele se irritava porque não tinha quantidade suficiente para saciar sua fome. Diante de todo esse quadro, a amamentação ficou prejudicada. Logo as mamas secaram de vez, e ele já se alimentava com 100ml, 90ml. Consegui ministrar por alguns dias o leite que havia guardado em casa, enquanto estava no hospital. Mas, quando acabou, só restou a fórmula. A pediatra preescreveu o Aptamil Pepti, por considerar dos piores, o melhor (ela é defensora fiel da amamentação exclusiva). Ela disse que esse é o leite mais parecido com o leite materno. Já estamos perto de trocar, porque esse leite não é tão gordo quanto os outros. Como a fase de complicações do Bernardo já passou,agora já se pode introduzir um leite artificial mais calórico. E essa é a minha história com amamentação. Conheço muita gente que se desespera porque não pode amamentar, mas, às vezes, não tem o que fazer... O fato de não amamentar não retira a condição de mãe, nem tão pouco diminui o seu amor pelo filho. É algo que, em alguns casos, não se pode controlar... Você planeja algo, mas nem sempre acontece como imagina. Colo de mãe, é sempre colo de mãe. Seja com mamadeira ou não...   Beijos, Rafinha!  

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